Escutando o doce silêncio dos pássaros voando por sobre o prédio
O tempo passa devagar
Fica mais fácil decifrar a indecorosa força e vontade de, por coisinhas mundanas, insistir e caminhar
Mas persiste um medo, não permito enganação
Arrastados anos de plena interna busca, refaço as perguntas, mas é ilusão
Vez em quando, me aprisiono em dias de legítimo peregrinar
E entendo que nada há que melhorar
Daí esqueço a espera, imperfeição
Vou, me deixo ficar
Desconcertantes são por ora estes numerosos óbices
De fronte, a encarar, uma natureza que por moeda alguma ignora o grito
Quem sabe mais um dedo de prosa? Não há de quê!
Preferível aos calados, inertes. A mim inoperantes. Será? Por quê?
Ao menos nos nossos madrugados sonhos é possível regurgitar essa sensata nitidez
Pois que venha finalmente um colorido só de bagunça
Ventania em parceria com o lugar
Bailando um louco grupo de areia, me convida pra cantar
É tempo real de felicidade aflorando os quintais de nossa efêmera juventude
Por entre os capins longos e verdes dos campos que há pouco me fizeram chorar
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