terça-feira, 23 de outubro de 2012

Dessa vontade tórrida eletrizante

Milhares os minutos do dia mais longo...
Força extra qualquer coisa me faz correr sem pressa de chegar
Noticias do mundo tendem a me fazer sentir, mas nada
Ergo o dedo, quero falar em nome de meu coração
Hoje estou meticulosamente árida, sem verso, sem nexo
Cato um papel qualquer, minha caneta bic nem vigora por descuido, eis o extravio conivente
Em dígitos ásperos e desalentados, percebo que algo está especialmente embriagado em meu organismo
Será esse amor há tanto naufragado em meio às tantas caixas de papelão provindas da postura ecológica por mim adotada? Não.
Será o cansaço dos anos, martelando sem dó minha fragilidade quase insana, cambaleante e excessivamente saudosa dos tempos sem profunda melancolia - não creio ter havido um raro momento que seja -?
Apesar de tudo (ou nada), e para não perder o rumo do que chamo felicidade, aposto no lugar indizível em minhas janelas ou abas mentais, citando poemas de Fernando Pessoa e gritando com Joan Jett sua paixão outrora incompreendida pelo rock...
Creio na face do bem, cuja presença esporádica me apavora, pois não se faz mais natural. Perdeu-se como eu, nós. 

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