Quem não precisa de subterfúgios / De esconderijos?
Quem não precisa de uma rota de fuga/ Previamente traçada
Para os momentos mais (in)certos?
Pra quem nunca enxergou algum caminho seguro/ Onde há amor e há o riso
Só resta a sombra de alguma rua/ Ou mesmo o delírio de alguma estrada
(Para onde vão todas as calmas e prazeres)/ Lugar onde nunca se está por perto.
Quem nunca precisou mentir/ Para dar alguma risada?
Quem nunca precisou fazer de conta/ Que a graça ainda não era acabada
E que a filosofia dos monges é uma grande piada?
Sonhei com algum lugar de chegada/ Parada estratégica para quem nunca se sentiu em casa
Como se a vida tivesse se feito desde sempre em território estrangeiro
Lugar onde nunca se sabe bem como agir/ E a vinda não é esperada.
Quem nunca desejou a solidão/ Mesmo por falta de outra possível jogada?
Quem não precisa encontrar a si mesmo/ Sem o reflexo do que é alheio
Para poder (con)viver em manadas?
Como todos já sabem/ E a história do medo já é manjada
Corri para a minha terra/ Onde o desconhecido me espera
E por um permanente estranhamento/ Me sinto verdadeiramente abraçada.
2 comentários:
Isso me lembrou uma música:
"vem, anda comiiiiigo
pelo planeeeeta
vamos sumiiiir!
vem, nada nos preeende
ombro no ooombro
vamos sumiiiir!"
(Vitor Ramil - Loucos de Cara)
foda é sentir que o estranhamento com o mundo é constante e que as pessoas, em geral, são uma grande piada, e que pra se chegar a algum lugar verdadeiro, a moral é continuar divergindo, sempre.
beijo amour. ;*
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