... Refletindo sobre o certo e o errado, vi que a única diferença entre os dois é a maneira como se olha para eles. Pensando sobre princípios, sobre valores, determinação, questão de ética, cheguei a uma singela conclusão: que todas as visões estão juntas e caminham praticamente para serem a mesma coisa. Ter princípios é saber-se quem é. Simples. E impossível seria saber-se quem se é desfrutando de determinação sobre atitudes, decisões, rumos e escolhas sobre si. E, uma vez que, sem princípios e determinação, a ética seria inexistente, pois, sem saber quem é, não se tem planos ou se toma decisões significativas, tampouco se determina a nada, que é seu resultado, e assim, também se ausencia à moral, que é nada mais, nada menos, do que nossos conceitos de certo e errado, e assim voltamos ao ponto de vista de quem vos escreve, de que estes são julgamentos apenas separados por tênues linhas de visões cansadas e que de nada sabem. Penso que em nosso caminhar há mais do que questões de pontos de vista pessoais, que por vezes é apenas severamente crítico e nada mais.
É cruel descartarmos o que aprendemos ao longo de nossas caminhadas por postura ou aparência; é pouco inteligente ignorarmos nossos aprendizados, vistos de nosso ângulo natural, para seguirmos passos de outros que renegaram seus desejos e fizeram história destruindo seus sonhos e acimentando sobre eles a missão de serem alguém admirado ou aceito por padrões que nada têm a ver com seus pensamentos ou vontades. Valores, a mim, são a combinação perpétua de caráter e dom. Quando eu falo caráter, falo no sentido de ser justo. E o dom, é a capacidade de se trilhar rumo à felicidade. Sem pré-conceitos, que são como prédios antigos, velhos, desbotados e carregados de histórias nostálgicas de um passado que não nos pertence mais. A ideologia não pode ceder à construções de prédios, engenheiro e operários baratos, ou à discursos e acordos que favorecem uns e prejudicam outros e que não nos levam a lugar algum. Refletindo sem cessar, sei que nada se justifica não se fazer feliz para acenar aos alheios e necessitar aplausos, tampouco, pouco conhecer-se e conhecer mais de outros do que seu próprio anseio e os passos que te levarão ao gozo de que dá o sentido de existir...
3 comentários:
Nossa, Sinara. Eu teria tantas perguntas pra te fazer sobre esse teu texto... que nem sei por onde começar! Até pq, não sei se tu vai ter tempo de responder :x
Mas vou tentar. Começando por essa parte que, acho, será fácil de elucidar o meu problema de interpretação: na frase "E impossível seria saber-se quem se é desfrutando de determinação sobre atitudes, decisões, rumos e escolhas sobre si" não tá faltando uma palavra, mais especificamente, um "não"???
Outra coisa... tu faz distinção entre moral e ética? (perguntou pois botou no título como se fossem coisas distintas/não sinônimos).
Outra coisa, não ficou claro pra mim: tu diz, por um lado, que a única coisa que diferencia certo e errado são a nossa maneira de olhar pra eles, e que essa diferença é muito tênue (entre um e outro ser, dependendo essecialmente da forma como cada um os vê). Por fim, tu diz "Penso que em nosso caminhar há mais do que questões de pontos de vista pessoais, que por vezes é apenas severamente crítico e nada mais." Pode explicar um pouco mais??? hueheuheuheeuheueee... tu acha que depende ou não do ponto de vista de cada um? Não intindi memo!!!!
No mais, admiro muitíssimo tua iniciativa de falar sobre o assunto, ainda mais com todas essas nuances pra lá de filosóficas...!
Bom, antes de qualquer coisa... quero dizer que adoro filosofar sem muito embasamento 'científico', mas pelo gozo de por para fora questões, digamos assim, e palavras e pensamentos que ficam vagando na minha cabeça, sem se encaixarem, sem se definirem de forma específica e conclusiva.
Se eu estivesse falando tudo isso que escrevi, para vocês, talvez pela minha forma de expressar, e falar, as coisas ficassem mais claras, mas escrevendo, as coisas ficam sempre mais prolixas, como a própria filosofia é, de fato. Escolhemos palavras (o que não fazemos quando estamos apenas conversando e soltando e cuspindo coisas de uma forma mais natural), e assim tudo fica menos espontâneo e às vezes até mudam os signbificadfos das coisas. (Olhem, só a minha introdução já deu um texto!!)
Quando escrevi isso, e faz bastante tempo, talvez dois anos trás, eu estava filosofando comigo mesma, sabem, falando com uma voz interna, que só eu ouvia, como se estivesse falando com alguém. Esse exercício eu faço para a ansiedade.
"E impossível seria saber-se quem se é desfrutando de determinação sobre atitudes, decisões, rumos e escolhas sobre si" não tá faltando uma palavra, mais especificamente, um "não"???
O que quis dizer é que, quem não sabe exatamente quem se é, não sabe o que gosta de verdade, não tem conhecimento do que lhe faz realmente feliz ou realizado, e por isso não desfrutaria de determinações ou escolhas para si de forma realizadora. E sim, falta exatamente um "não" para dar esse sentido que eu queria. (Rs). Boa observação, cara Márcia!
Sobre a questão sobre se considero a mesma coisa moral e ética, a resposta é não. Não tive a intensão de, nem insinuá-las como sinônimos, ou distingui-las. Apenas pus as palavras ali, porque as citaria no texto. Foi espontâneo.
Eu não faria tal coisa, até porque não tenho conhecimento para falar sobre as duas coisas, especificamente. O que sei, e posso até estar enganada, é que são coisas distintas... mas que uma está na outra, de alguma forma.
Sobre a questão do certo e do errado, para mim, são, sim, uma questão de ponto de vista. Mas vejo uma separação muito pequena, sempre, nas ideias contraditórias, ou seja, pensamentos avessos que se encontram em alguma "dimensão"... (haha... essa eu me puxei).
Sobre "Penso que em nosso caminhar há mais do que questões de pontos de vista pessoais, que por vezes é apenas severamente crítico e nada mais." Eu quis, por fim, dar uma esculachada (um dar de ombros mesmo) na questão das questões certo e errado. E dizer que na nossa caminhada, ou seja, vida, existência, nem sempre o que mais importa é o certo ou errado de ações, ou pensamentos etc. Isso, porque existem os sentimentos, as emoções, e eles não entendem muito de correto e inapropriado. (Isso eu não pus no texto, mas foi o que pensei).
Bom, é isso... se não respondi a algo corretamente, me perguntem de novo. hehe.
Sinara
Quero adiantar que as tuas colocações/respostas foram ótimas! Eu queria muito ter tempo de responder, mas por enquanto não deu!
Com certeza vou responder mais adiante, com tempo!
Só uma coisa: não sei exatamente o que tu quer dizer com "as coisas ficam sempre mais prolixas, como a própria filosofia é, de fato", mas fato é que quando a gente usa esse adjetivo (prolixo), normalmente é pejorativo!!! É dizer que está se falando difícil, pra parecer bonito, mas que não se chega a lugar algum ou, ainda, que não diz nada, apesar de toda a verbosidade. E, de fato, não é isso o que a verdadeira filosofia faz! Fato é que algumas coisas que se passam por filosofia acabam ficando famosas como se o fossem e as pessoas ficam com essa péssima ideia.
Mas isso é justamente o oposto do que a verdadeira filosofia busca fazer: ela busca clarear as nossas noções mais comuns, tornar relações - seja entre fatos e/ou pensamentos - e conexões obscuras em coisas compreensíveis!
Beijão!!!
Postar um comentário